segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Before the Storm - parte 7. ''Gabe Thompson.''

– Apaixonada? não, eu não estou apaixonada. Que pessoa se apaixona por outra em duas semanas?

– Você fez isso.

Antes que eu pudesse responder Demi, o sinal da entrada para as aulas tocou.

– Não pense que fugiu, mocinha. Ainda precisamos conversar sobre isso. – Demi disse toda autoritária entrando a sala ao lado da minha.

Apaixonada? apaixonada por aquele idiota? não, é óbvio que não! a última coisa que eu quero é me envolver com Justin, ele pode até ser atraente, ter olhos que me hipnotizam, ter um ótimo beijo, um hálito de hortelã que me deixa... Ahn? porque estou falando isso. Miley, acorde para a vida!

Dei um tapa na minha testa forte tentando me tirar daquele ''transe''. Espero que ninguém tinha visto ou se não irão me chamar por ''a garota que bate na testa''. Meu Deus, dá onde eu tirei isso? tudo bem, foco, foco. Levantei do banco do jardim indo em direção ao pátio; percebi que todo mundo já tinha subido para as salas e eu era a única que estava aqui, perdida em pensamentos.

– Ei, espere!

Fiquei com medo de olhar e ver quem era, poderia ser Justin, e ele eu não quero encontrar nunca mais. Mas não parecia ser o Justin, a voz...

– Ahn... oi! – Olhei para trás ajeitando a minha mochila nas costas e vi que era um garoto de olhos azuis, cabelos negros e pele bem clara.

– Sou Gabe, Gabe Thompson. Prazer em te conhecer!

– Miley, Miley Cyrus. Prazer em te conhecer também!

– Bom Miley, eu sou novo nessa imensa escola e, você poderia me ajudar?

– Claro, sou novata também. – Ri um pouco e Gabe acompanhou. – No que precisa de ajuda?

– Eu estou na sala da senhorita... Ahn, como fala esse nome?

Tadinho, talvez seria um garoto fora da cidade. Miley gosta disso! ri com o meu pensamento.

– Maysa? sim, é a minha aula agora. Me siga!

E assim, Gabe, fez.

[...]

Tinha se passado uma semana. Demi e eu estávamos como ''chiclete'', eu ia na casa dela para irrita-lá e ela fazia o mesmo. Ela sim é uma amiga que eu nunca tive, aquela que sempre está ali nos bons e ruins momentos; podemos ter se conhecido a pouco tempo porém, ela já significa muito para mim. Sempre está me ajudando e passando cola nas provas. Eu e Steve, bom, meu pai, estamos melhores do que nunca também, ele sempre me ajuda nas lições, no café da manhã e em tudo que todo pai faz. Sempre tentando me agradar ao todo, mordendo minha bochecha e perguntando se tem algum gatinho na área, e se tiver, ''é tiro na testa e nas partes íntimas.'' ri com a frase que ele me dizia. Gabe entrou a pouco tempo na escola mas, já está é considerado meu amigo. Não tão íntimo, mas sim amigo de escola. Está bem... ele é lindo! seus olhos azuis são muito hipnotizantes. Uns dias atrás ele estava falando comigo e eu perdi totalmente o rumo do assunto porque aqueles olhos estavam me fazendo ficar nas nuvens. Ok, o que eu disse mesmo? E... Justin? aquele idiota? ah sim! quando chego na escola está encostado em seu carro, como de sempre, com a sua vadiazinha. Tifanny! depois daquele dia da balada nunca mais tentou se aproximar de mim ou tentar me beijar a força, (talvez tentando se recuperar do chute.) tudo bem, a força nada. Justin tem um ótimo beijo e viciante. Mas como já era de se esperar eu fui apenas o passa-tempo dele. Assim como Britney, Ashley, Alisson e quase o resto da escola toda. Agora seu passa-tempo é Tifanny, mais conhecida como ''garota da voz irritante''. Enfim, Justin me observava de longe, como se fosse um espião, observava meus passos e com quem eu andava. Principalmente com Gabe! mas acho que isso é apenas paranoia minha. Paranoia de que teria alguma chance com ele, paranoia que ele gostasse de mim como eu gosto dele. Espera, eu gosto dele? não! é óbvio que não! foco Miley.
Ri nervosa fazendo Tyler me olhar assustado.

– Está ficando louca? se quiser, eu chamo nosso pai para te internar.

– Cala a boca garoto! – Tomei um gole do meu leite rosa e peguei meu Iphone vendo a mensagem de Demi.

“Estou chegando na sua casa. Desculpe não avisar, porém tem uma surpresa para você! tenho certeza que vai gostar.
Xoxo, Demetria linda.”

A auto-estima dessa garota era alta. Mas espera, surpresa? que droga é essa?

– DEMETRIA, FILHA DE UMA...

Antes de terminar a frase meu pai abaixou o jornal que estava lendo, me encarando sério.

– ... Cavalo! ela adora cavalos! ela tem um pônei.

– Pôneis não são iguais cavalos, Mileyzita. – Tyler riu como uma hiena fazendo-me bufar.

– Pássaros falam? opa!

– Ah lá, pai. Ela fica me xingando. – Gritou fazendo-me colocar as mãos tampando meus ouvidos.

– Calma aí garotinho, sou muito nova para ter problemas de audição.

– Desculpe-me interrompê-los, mas tem uma garota chamada Demi na porta. –Disse uma mulher não muito velha e nem muito nova, de cabelos morenos e pele branca. Mas o que bolinhas aquela mulher estava fazendo aqui? ela é minha madrasta? depois converso com Steve.

– Obrigada, é para mim! ahn...

– Tish, senhora Tish ou apenas Tish.

– Prazer Tish.

Qual é, eu sei ser educada... nos momentos.

Fui até a porta e um ser humano faltou pular em mim quando abri a porta.

– Que demora, estava quase indo embora. – Reclamou e me puxou para o meu quarto. Quer dizer, me arrastou. Como sempre.

– Qual é a tal surpresa?

– Isso! pegue!

Demi me entregou um envelope preto, com laços lilás. Mas o que era aquilo?

– Vai, lê. – Disse me encorajando.

Suspirei e desamarrei o primeiro laço, depois o segundo e por fim, o terceiro. O laço deslizou pelo envelope, cujo é lindo, tirei o pequeno a adesivo que prendia o papel para não escapar. Assim, finalmente, peguei o papel que tinha ali dentro.

“Quando tempo, princesa. Pensou que eu desisti? acho que está enganada! haha, eu nunca desisto do que quero desejo. Me encontre no Central Park, ás 18:00.
Espero que não me decepcione...”

– Justin! – Joguei o envelope no chão e cai sobre a cama. – O que ele quer?

– Não sei, só vai saber se for lá.

– Sério mesmo, Demetria? não sabia! – Fiz uma cara como se fosse óbvio e ri quando vi sua cara de frustração. – Ok, desculpe. Mas como você pude?

– Eu quis ajudar você e ele, afinal, você gosta dele.

– Quantas vezes vou ter que dizer que eu não gosto daquele idiota e sim, odeio? você é teimosa. Eu e ele não existe. Eu e ele não dá certo!

– Se você tentar, dá sim. Você não chegou no meio ainda, Miley. Justin pode ser um idiota, mas é o garoto que te deixa com um sorriso bobo no rosto.

''Justin pode ser um idiota, mas é o garoto que te deixa com um sorriso bobo no rosto.'' será? porque? porque eu fui gostar justo dele? tem bilhões de pessoas no mundo e porque justo ele?

– Está bem, eu vou.

– ESSA É A MINHA GAROTA!

Demi pulou em cima de mim como se fosse uma criança que tinha ganhado um delicioso doce e único do mundo todo.

– Ok, ok. Agora você tem que ir se arrumar e encontrar o seu príncipe. – Me empurrou até o closet e jogou, praticamente, todas as minhas roupas em cima de mim.

– Aquele está longe de ser um príncipe.

Ele é o príncipe que anda de skate.

[...]

Eu já estava no Central Park e como já era final de tarde, não tinha praticamente ninguém. Apenas eu e aquelas árvores enormes. Tudo bem, cadê aquele garoto? ele já deveria estar aqui há essa hora.
Resolvi sentar em um daqueles banquinhos e fiquei brincando com a barra da minha camiseta.

– Achei que não viria. – Uma voz rouca disse me fazendo dar um pulo do banco.

– Você me assustou, garoto.

– Te assustei? desculpe princesa, não sabia. – Deu aquele sorriso malicioso e se aproximou de mim.

– O que você quer? porque mandou eu vir aqui? o que eu estou fazendo aqui com você?

– Calma princesa, uma pergunta de cada vez. Não vou te sequestrar, relaxa.

– Primeiro, é Miley. E segundo, eu faço quantas perguntas eu quiser. Agora fale.

– Estava com saudades do seu beijo, princesa.

Em um movimento ágil, Justin já estava com uma de suas mãos em minha cintura e outra segurando meu rosto. Seu hálito de hortelã bateu contra meu rosto fazendo-me suspirar e tirando um sorriso malicioso de seus lábios. Questão de segundos Justin me pedia passagem, assim fiz, entreabri minha boca e sua língua explorou cada centímetro de minha boca. Era um beijo violento, cheiro de outras intenções. Da parte de Justin, óbvio. Mas o beijo de Justin era muito viciante e estava me deixando toda boba e perdendo a noção de tudo a nossa volta.

E tudo estava virado de ponta cabeça. Meu mundo estava de ponta cabeça. E ele era a razão...

– Agora, por favor, me deixe ir embora ou me deixe em paz?

– Eu disse que não desisto do que desejo. Desculpe. – Novamente com deu seu melhor sorriso me fazendo sorrir igual uma boba. Incrível o que apenas um sorriso faz comigo. O sorriso dele faz isso comigo.

“Você está apaixonada, Miley. Quantas vezes vou ter que falar? você está apaixonada, admite!”

Pois é Demi, estou parecendo uma boba apaixonada. Talvez pelo garoto errado, ou certo?

Balancei minha cabeça tentando afastar aquele inúteis pensamentos sobre estar apaixonada. Não podia ser, não podia!

– Posso ir embora agora? – Perguntei assim que parei com os pensamentos bobos.

– Pode! mas não se esqueça do que te disse. – Piscou e colocou as mãos no bolso. – Até amanhã, na escola.

Justin se aproximou um pouquinho de mim e mordeu meus lábios. Eita menino provocador!

– Idiota. – Sussurrei e entrei em meu Cadillac, logo arrancando dali em uma só partida.

Mas o que é que está acontecendo comigo?

Cheguei em casa; as luzes de casa estavam totalmente apagadas, então, meu pai e Tyler devem estar dormindo. Agora eu me pergunto: porque eles estão dormindo á uma hora dessas? loucos!
Subi até meu quarto, entrei no banheiro e tomei um banho rápido e quente. Saí de lá colocando meu pijama do Mart, de madagascar. Qual é, ele é uma zebra sexy! enquanto ri do meu pensamento bobo peguei meu caderno de composições e alienei a caneta na primeira linha e escrevi tudo que veio em mente, naquele momento.

Before I fall too fast
Kiss me quick
But make it last
So i can see how badly this will hurt me
When you say goodbye

Keep it sweet
Keep it slow
Let the future pass
And dont let go
But tonight i could fall to soon into this beautiful moonlight.

Até em minhas músicas eu estou parecendo uma boba apaixonada, oh meu Deus.

But your so hypnotising
You got me laughing while i sing
You got me similing in my sleep
And I can see this unravling
And your love is where im falling
But please dont catch me.

See this heart
Wont settle down
Like a child running scared from a clown
l'm terrified of what you'll do
my stomach screams just when I look at you.

Guardei o meu caderno dentro da gaveta de minha escrivaninha e cai no sono.

[...]

– GABE, DIZ O QUE ACONTECEU COM VOCÊ! – E assim estava eu, desesperada, quando Gabe chegou com o nariz sangrando, olhos inchados e com vários machucados pelo corpo todo.

– Não é nada, Miley. Fica tranquila! – Disse com dificuldade se deitando na minha cama, com as mãos na barriga. Talvez reprimindo a dor.

– ANDA LOGO GAROTO, O QUE ACONTECEU? ME DIZ AGORA!

Meu estado no momento era indescritível, eu estava preocupada e desesperada ao mesmo tempo. O que diabos aconteceu com Gabe?

Before the Storm - parte 6. ''In love?''

Não, na real, não acredito que era esse idiota. Ele só pode estar me seguindo ou viajando. Ou sei lá, porque sempre tenho que cruzar com ele? Ignorei Justin, e fiquei fitando as pessoas. Ignorando ele que estava atrás de mim.
– Porque está me ignorando? – Me puxou fazendo-me olhar em seus olhos cor de mel. Vamos Miley, olhe para outro local. Tipo os lábios dele, rosados e molhadinhos. NÃO, ESSE LOCAL TAMBÉM NÃO! ahn... talvez para sua testa? não, isso é tosco! TUDO BEM, IREI OLHAR PARA O SEU OMBRO. – Tem algo de errado no meu ombro?

– Não, eu não quero olhar para... – Disse por impulso mas parei quando percebi no que iria dizer.

– Meus olhos? – Sorriu convencido e desceu suas mãos pela minha cintura me puxando mais para si mesmo. – Eu sei, eles são hipnotizantes!

Esse garoto era um vampiro e eu não sabia? tipo o Edward Cullen. Mas ele não conseguia ler a mente da Bella... E quem disse que eu sou a Bella? porque eu estou pensando nisso? esse garoto me deixa louca da cabeça.

– Sonha, garoto! agora me solta! – Tentei me soltar dele mas, ele era mais forte que eu. Isso é óbvio.

– Não antes de fazer isso... – Apertou minha cintura, me trouxe para perto do dele e aproximou nossos lábios. Eu queria aquilo, eu acho. Mas não quero me apegar com esse idiota e depois ele ''me'' jogar fora. Então não era aquilo que eu queria, e também era aquilo que eu queria. Não por ser jogada, mas sim, porque eu estava com cede do seu beijo. Confuso, não é? em apenas três dias já estou precisando de um garoto. Pelo amor de Deus, Miley, pare de ser apegar, pare de ser idiota.
Dei um passo para trás, outro, e depois outro. Até bater em alguma coisa dura, acho que seria a parede. Olhei para atrás e era uma porta. Não perdi tempo e entrei dentro da pequena sala. Era uma sala totalmente branca com detalhes fluorescente. Ouvi a porta se abrir, e então só poderia ser o Justin. Fiquei intacta no lugar aonde eu estava, a luz estava apagada então dificultaria a visão de Justin.

– Porque está sempre fugindo de mim, Miley? eu não sou um vampiro e não irei tirar seu sangue te transformando em uma vampira. – Vampiro? da onde que esse garoto tirou isso? mas pode fazer sentido... SERÁ QUE ELE ERA UM VAMPIRO? ok, ok, eu estava assistindo muito The Vampire Diaries.

Eu não sei porque estava me escondendo ou fugindo dele, apenas não queriam me envolver como me envolvi com um garoto Californiano e depois ele mudou de cidade sem me dar satisfações. Pois é, mas com Justin poderia ser diferente... diferente do tipo que ele não iria sair da cidade, e sim me iludir e me jogar fora. Prendi a respiração por alguns segundos quando senti passos chegando perto de mim. Pronto, ele deveria ter me visto. Calma Miley, pensa em algo. Eu posso tentar achar a porta e ir embora. ISSO AÍ, FIZ ALGO ÚTIL! Passei minhas mãos por todos os cantos da parede porque não dava para ver nada, apenas as cores fluorescente. Toquei em algo gelado e logo depois percebi que era maçaneta, quando iria sair senti mãos me puxando e colando nossos corpos. Droga! ele me achou. Ok, isso estava parecendo pique-esconde. Só que o Justin contava e eu me escondia. Não é hora de pensar nisso Miley, acorda.

– Estava brincando de pique-esconde? – Me puxou mais para si mesmo sussurrando ao pé de meu ouvido. Não, sério, eu ainda acho que ele é o Edward Cullen. – Qual é Miley, o gato comeu sua língua? ops, eu não comi sua língua... mas posso tentar! – Deu um risinho ainda no meu ouvido e me virou para encara-ló. Quase impossível por conta da falta de iluminação, mas sim, consegui ver seus olhos. Forçando um pouco, porém consegui.

– Você é mesmo um completo idiota e convencido. – Ri totalmente irônica. Senti suas mãos quentes passarem por meu braço, pescoço e depois descendo novamente por minha cintura. E bom... Justin me puxou para mais perto, era possível sentir seu hálito de hortelã, Justin passou sua língua por meus lábios os umedecendo. Fiquei intacta no meu lugar, não fiz nada, só queria ver até onde isso iria chegar. Então Justin me deu um selinho, e depois pediu passagem. E a palhaça aqui, cedeu. Óbvio, o beijo de Justin é viciante mesmo esse garoto sendo um otário, ele é... ahn... ele não é nada, ele não é nada meu, ele não significa nada para mim. Fui tirada de meus pensamentos quando senti algo chocar com as minhas costas. Parede! Justin me colocou sentada em cima de uma... mesa? não sabia da existência dessa mesma mas, tudo bem. Justin ficou no meio de minhas pernas enquanto apertava minhas coxas e mordia meus lábios. Percebi que as coisas já estavam passando dos limites quando ele chegou na barra do meu vestido. Não, eu tenho que sair daqui, AGORA. VAMOS MILEY, PENSE! ahn, ahn, ahn... eu posso chutar-lo. Levantei um pouco minha perna enquanto distraía Justin beijando-o, dobrei meu joelho e encostei na barriga de Justin e chutei. Não deu certo! ok, isso já era de se esperar, ele é mais forte que eu. Então lembrei do ponto fraco dos homens... partes íntimas! isso aí! posicionei meu joelho um pouco para baixo de sua barriga e, só o que pude conseguir raciocinar foi o estrondo. Não esperei dois segundos e saí em direção a porta.

– VADIA! – Justin disse depois de ter o ''machucado''. Ri com sua voz de dor e abri a porta. Vaguei meus olhos por todo aquele clube e achei Demi dançando com um garoto de cabelos castanhos. Tocava a minha música preferida, 1 nite, Cobra Starship. Mas eu não podia ficar lá para dançar, porque sabia que o Justin iria se recuperar e vir me procurar. Saí empurrando todo mundo que via pela frente até chegar em Demi.

– Olá garoto bonito! desculpe tira-lá de você nesse momento legal mas, precisamos ir embora. Minha avô caiu da cama e sabe... eu precisamos ir embora. Tchau! – Puxei Demi pelo braço saindo o mais rápido possível daquele clube.

– Qual é Miley, que história é essa de ''minha avô caiu da cama e blá, blá, blá''? – Escapou das minhas mãos e arrumou seu vestido.

– Desculpe, nós precisamos ir embora. – Passei olhando atentamente para todos os carros que tinham ali tentando achar o meu Cadillac.

– Nós?

– Sim, nós! ou você quer ir embora apé? – Parei para encara-la que tinha a cara emburrada.

– Tudo bem, mas porque temos que ir embora? – Ignorei totalmente sua pergunta e apertei o botão de destravar o alarme para ver se achava logo o meu carro. E assim deu, apitou do meu lado.

– Vamos! – Puxei Demi e ela entrou, fiz o mesmo. Dei a partida e arranquei o carro em uma só vez.

[...]

Já tinha chego em casa, levado Demi sã e salva para a casa dela e agora estou tentando subir as escadas sem acordar Steve ou Tyler. Se Tyler acordar ele vai me dedar e se Steve acordar vai ser pior. Ótimo!

– Droga! – Reclamei após meu salto fazer um barulho irritante. Pisei em outro e fez um barulho pior. A partir de agora, odeio saltos; dei uma corrida mesmo fazendo barulho e cheguei no corredor. O corredor estava silencioso, isso era sinal que Steve e Tyler estavam dormindo. Caminhei até a porta de meu quarto, coloquei a mão na maçaneta e dei de cara com meu pai sentado na minha cama.

– O que você está fazendo aqui? isso é invasão! – Joguei minha bolsa na mesa de meu quarto e encarei o ser humano, chamado Steve, sentado na minha cama.

– Desde que sou seu pai isso não se torna uma invasão.

– Eu preciso de privacidade se você não sabe.

– Não interessa isso agora! Miley, eu disse para você voltar cedo. Agora são exatamente duas horas da manhã. – Levantou de minha cama e parou em minha frente. – Você me trata como se eu fosse seu padastro.

– E você me trata como se eu fosse um prêmio de caridade. – Cruzei os braços esperando sua resposta.

– Miley, me escuta pelo menos uma vez. Eu abandonei sua mãe quando você era uma criança para tentar achar um trabalho, para tentar comprar o melhor leite para você beber, o melhor brinquedo para você brincar, o melhor berço para você dormir confortável. – Steve deu passos para trás e sentou novamente na cama, com a cabeça entre as mãos. – Eu tentei achar a melhor decoração para seu quarto, o melhor carro, a melhor escola apenas para mostrar meu amor por você, Miley. E você me trata assim? como se fosse um nada na sua vida, como se eu fosse um cara que cedeu a casa para você passar um tempo aqui. Mas não, eu sou seu pai. Me perdoe, me perdoe por tentar, tentar, tentar e não conseguir. – Coloquei a mão na boca não acreditando em tudo que ele disse. Não pode ser possível! – Me perdoe por ser um fracasso e destruir sua infância. Bebendo e descontando em sua mãe. Me perdoe... eu só tenho medo de te perder novamente. Eu te amo tanto pequena.
Eu, eu não acredito nisso. Steve batalhou por mim e eu não enxerguei isso. Eu só o humilhava, despesava-o enquanto ele se matava para tentar ter minha atenção. Eu sou uma completa idiota.

– Eu também te amo... pai. – Sentei ao seu lado e o abracei de lado.

[...]

– MILEY CYRUS! – Demi gritou após sairmos da sala de aula. – Me conte tudo o que aconteceu naquela festa.

– Calma garota. – Ri um pouco e a encarei. – O Justin estava lá e nós nos beijamos. – Disse tudo rápido e corri para o meu armário.

– O QUE? – Demi ficou intacta no lugar apenas me olhando como se eu fosse um extraterrestre.

– Isso mesmo que você ouviu, ou você está surda? se quiser vamos comprar um aparelho para você. – Zombei. Mas me arrependi quando percebi sua cara de mau humor.

– Você está engraçadinha hoje! – Riu ironicamente. – Porém me conte isso do Bieber te beijar.

– Ah Demi, ele me levou a força para um ''quarto'' do clube e nós nos beijamos. Apenas.

Disse na tranquilidade até meus olhos chegaram a Justin. O garoto ''pegador'' estava beijando uma líder de torcida de voz irritante, eu senti algo me incomodando, não sabia o que era. Mas sim, estava incomodada com alguma coisa e o nome disso NÃO é ciúmes. Porque eu sentiria ciúmes desse idiota? não, não, não e mais nãos. Justin e eu não temos nada, só fui um brinquedinho de seu tempo de carência e para ganhar grana com seus amiguinhos.

– O que você tanto olha? – Demi disse me tirando de meus pensamentos toscos.

– Nada.

– Como nada? – Olhou para aonde eu tinha meus olhos fixados e riu um pouco.

– Porque está rindo?

Encarei Demi que estava em dúvida se ria ou se sorria.

– Miley, você está apaixonada.

Before the Storm - parte 5. ''Stupid boy.''

– Olha por onde anda, novata. – Uma voz rouca disse após do lindo tombo que eu levei. Muito legal, não faz nem uma semana que eu estou nessa escola e já ganhando apelidos.

Esfreguei minhas mãos pelo meus olhos tentando enxergar algo, e a única coisa que eu consegui ver foi um supra dourado. Levantei um pouco a minha cabeça e vi paraíso caramelado. Paraíso caramelado? alguém me diz da onde eu tirei isso? preciso tomar o meu remédio, eu acho.

Balancei a minha cabeça tentando tirar aquilo da mesma e levantei por conta própria. Pois é, cavalheirismo está morrendo aos poucos...

– Obrigada pela ajuda! – Sorri cínica para o ''pegador'' da escola, segundo Demi. É, ele era mais bonito de perto. Cala a boca, Miley! passei a mão por minharoupa limpando-a e dei as costas. Mas fui impedida pelo ''pegador'' da escola ou melhor, Justin, segurando o meu braço fazendo-me olhar para ele.

– Hey! qual é seu nome?

– Porque o interesse?

– Qual é, não posso saber o seu nome? – Me soltou e passou as mãos pelo seus cabelos arrepiados.

– Não! se quer saber o meu nome, vire detetive e descubra sozinho.

– Porque tudo isso? fale seu nome e eu te deixo ir.

– Me diga você: porque quer saber o meu nome? tem tantas garotas por aí e você vem justo logo á mim? me deixa em paz! – Dei as costas e ele não veio atrás de mim. Ainda bem!
Garoto louco e idiota! porque ele queria saber o nome? talvez seja porque sou a única garota que ele não beijou e depois jogou fora. Idiota, se ele pensa que eu sou como as outras garotas, está completamente enganado.
Ótimo dia que Demi foi faltar. Aquela vadia me paga! Demi e eu estávamos muito próximas e íntimas já. Carne, unha e cutícula. Cutícula? acho que aquele idiota me deixou loucona. Credo! entrei na sala de matemática e sentei na primeira carteira. Coloquei meus matérias em cima da mesa e esperei o professor chato entrar e começar com o tédio da aula de matemática.
Estava tão distraída com os meus pensamentos pelo professor chato de matemática que comecei a sentir olhares em mim. De primeira não liguei e comecei a passar a mão pelos cabelos. Mas aquilo estava incomodando. Percorri meus olhos pela sala e lá estava a última pessoa que eu queria ver... Pois é, Justin! O idiota!
Ele sorriu para mim e eu bufei. Logo depois o professor de matemática entrou.

– Olá turma! – Disse sorridente e todo mundo respondeu com tédio um ''Olá...''.– Miley, Miley Cyrus! está gostando da escola?

Droga! esses professores são chatos mesmo.

– É, eu acho que sim. – Fiz uma careta e ouvi uma risada do meu lado. Olhei e era Justin rindo. Talvez pela minha careta ridícula ou por descobrir meu nome.

Deu o sinal da segunda aula! FINALMENTE! mas eram duas aulas de matemática e essa era a última. Ainda bem! porque olha... não aguento mais esse garoto jogando papéis de caderno em mim. O que ele quer? acho que a minha paciência. Levantei-me da cadeira e pedi ao professor se podia ir ao banheiro. Ele permitiu e eu sai meio que correndo de lá.
Eu não queria beber água ou ir ao banheiro, apenas tomar um ar. Aquela sala estava me dando claustrofobia. Ri do meu pensamento bobo.
O vento batia nos meus cabelos fazendo eles esvoaçarem. Quando ia pegar o meu Iphone para ver a hora que era sinto passos atrás de mim, não liguei e continuei indo em direção ao jardim da escola.
Quando finalmente eu ia sentar nos bancos que tinham ali escuto alguém me chamar.

– Miley? esse é seu nome? – Aquela mesma voz rouca me fez estremecer e se arrepiar.

– Me erra, garoto! – Me levantei ''correndo'' e fui em direção ao me bebedouro, mas fui puxada pelo braço.

– Porque está fugindo de mim? eu não sou um monstro! – Sorriu e me prensou na parede.

''Um monstro bem bonito pelo o que parece.'' acabei sorrindo com o meu pensamento. O que? eu não acredito que pensei nisso. MILEY, ACORDA!
Balancei a cabeça e Justin ainda sorria. Ele passou as mãos pelo meus cabelos, foi descendo até meus braços, minha barriga e parou em minha cintura. Logo dando um apertão de leve no local. Justin levantou seu olhar para mim e me puxou para ele. Justin desceu seu olhar para meu lábios entre abertos, pousou uma mão em meu rosto e a outra ficou em minha cintura. E... aconteceu o que eu menos esperava, ele me beijou!
Justin passou a língua por meus lábios pedindo passagem e bom... eu cedi. Nossas línguas brincavam travesas desfrutando cada centímetro da boca de cada um. Coloquei minha mão em cima nuca intensificando mais o beijo. Paramos o beijo por conta do ar.
Eu não acredito que beijei esse otário. O que eu fiz? eu deveria ter parado essa palhaçada quando ele disse que estava fugindo do mesmo. Droga!
Olhei para Justin que estava dando soquinhos no ar.

– O que aconteceu? – Ri abafado olhando para ele.

– Acabei de ganhar vinte dólares. – Sorriu travesso.

O QUE? NÃO, EU NÃO OUVI ISSO! ESPERA... PRECISO RACIOCINAR. Ele me beijou por dinheiro? como você é tola, Miley! muito tola.

– Você é um completo otário. – Dei as costas e saí correndo ouvindo a risada daquele idiota.

Porque isso só aconteceu comigo? porque? droga! cadê Demi em uma horas dessas? maldito dia que ela foi faltar.

[...]

Finalmente! SÁBADO! estava precisando desse dia. Eu sou apaixonada pelo sábado, sabe. Eu e ele temos uma química linda. Só falta ele me pedir em casamento. Ok, eu estou ficando louca! só pode. Enfim, hoje Demi viria aqui em casa para me encher o saco. Pois é.
Agora eu estava toda relaxada no sofá assistindo o meu querido e preferido desenho animado, Bob Esponja. Qual é, eu posso ter dezessete anos, mas vou amar Bob Esponja.
Fui tirada de meus pensamentos quando escuto tocarem a campainha. Demi. Acho que seria ela, afinal, não estava esperando ninguém além dela. Me levantei espreguiçando-me e arrumando minha roupa e cabelo. Coloquei a mão na maçaneta, suspirei, e abri.
Era Demi. Que susto! já pensou se fosse aquele garoto, hã, Justin? esse era o nome dele? MILEY, PARE! ESQUECE AQUELE BEIJO, ESQUECE ESSE IDIOTA!

– Olá Miles. – Demi sorriu e entrou, sentando no sofá.

– Olá Demi. – Sorri para ela também, logo fechando a porta e sentando ao seu lado. – E agora... PORQUE VOCÊ FALTOU SEXTA-FEIRA? NÃO TINHA DIA MELHOR PARA FALTAR?

Demi fez uma cara tão engraçada, talvez assustada porque gritei, que deu vontade de cair no chão de tanto rir. Mas me segurei!

– Calma aí! eu tive que cuidar da minha irmã menor. E foi por esse motivo que faltei. – Ela riu e depois ficou séria olhando algo por cima do meu ombro.

– Demi? hã? o que foi? – Me virei para ver o que era e... ah, era Tyler! – Ahn, é ele!

– Quem é esse fofinho? – Demi sorriu e se levantou para apertar as bochechas de Tyler.

– Não vai me apresentar, maninha? – Tyler sorriu cínico.

– Fofinho? – Fiz a minha melhor careta. – É meu irmão, Tyler!

– Esse é garoto que você tanto fala? – Demi soltou as bochechas dele e riu.

– Nossa Mileyzita, você fala de mim para suas amigas? – Tyler fez uma pose ridícula como se fosse ''Beije meu pé, sou poderoso!''

– CALA A BOCA! EU NÃO FALO E VEM AQUI, DEMI. – Puxei-a pelo braço e entrei em meu quarto.

– Calma aí, fera. – Sentou na minha cama olhando em volta. – Uau! esse garoto é perfeito.

– Obrigada!

– Mas... fala aí. O que aconteceu de bom na escola sexta-feira?

Sentei ao seu lado e peguei meu Iphone mexendo no mesmo.

– Tirando a parte que eu fui feita de ''mercadoria''? – Quando falei isso, Demi, me olhou confusa.

– Mercadoria? está louca, garota? – Riu um pouco mas depois percebeu que eu estava falando sério. – Ok, tudo bem! me conta tudo. Não me deixa curiosa, argh.

– Sabe o ''pegador e lindo de toda escola''? – Deixei meu Iphone no criado mudo e olhei para ela que estava com uma interrogação na cara.

– Sei, o Justin Bieber? o que tem ele?

– Nós nos beijamos.

Demi quase nem deixou eu terminar de falar e já estava pulando na minha cama. Querida cama.

– E ISSO NÃO É BOM? – gritou. Provavelmente o pestinha lá em baixo tinha escutado. – VOCÊ BEIJOU ELE!

– Shiu, fala baixo! meu irmão está aqui e acho que Steve ainda não saiu para ir a empresa.– Puxei Demi pela calça ''rasgada'', que a mesma usava, fazendo ela sentar em um tombo na cama.

– E daí?

– Meu irmão pode escutar que vai contar ao Steve, e que irá ficar no meu pé. – Imaginei como seria: Eu trancada no quarto! pois é, Steve era daqueles pais super protetores. E quando eu digo ''protetores'' É PROTEÇÃO DO FBI!

– Desculpe! eu não sabia. – Disse baixo. – Mas fala aí, como assim ''mercadoria?''

– Ele deve ter feito aposta com seus amiguinhos que se ele me beijasse, ganharia vinte dólares.

– Justin fez isso porque você era a única garota que ele não ''pegou'' da escola. Tirando eu, claro! – Riu um pouco. – Ele beija bem?

– DEMI! – Acompanhei ela no riso.

– Fala sério, ele é o desejado da escola. Deve beijando bem para caramba.

– Tudo bem... ele beija muito, muito, bem. É tipo hortelã no morango. – Olhei para o teto como se fosse o horizonte.

– Hortelã no morango? você está pirando mesmo! – Riu. Ficamos em silêncio por um tempo até Demi me perguntar uma coisa tanto quanto... desagradável, digamos! – É, Miley... eu poderia te perguntar uma coisa? – Assenti para ela que continuou. – Porque você não chama seu pai de pai?

Já esperava por isso. Eu nunca contei a ninguém o certo motivo, isso por um lado me deixava estranha. Porque fala sério... seu pai te abandona e depois vem correndo para pedir perdão? é claro que não! se ele nos amasse mesmo, não teria deixado minha mãe grávida de Tyler. Que tipo homem faz isso? mas do jeito que o mundo está, é bem provável e comum.

Balancei a cabeça na tentativa de acordar e responder.

– Hã, Demi. Eu vou te contar tudo desde o começo! mas por favor, não me deixa. Porque quando contei a outras amigas, elas me deixaram... – Ela assentiu. Respirei fundo e comecei. – Bom, eu tinha cinco anos de idade quando entrei na pré-escola. Lá todo mundo tinha amigas para ir lanchar, conversar, fazer deveres e dar risada. Mas eu... eu era a estranha da pré-escola. Usava roupas um tanto quanto ''feias'', não tinha uma sapatilha legal para ir a escola e sim apenas um all-star que minha mãe batalhou para conseguir. – Abaixei a cabeça e continuei. – Eu fiz seis anos e continuava naquela mesma escola. Então chegou um dia que fizeram um mural para mim. “Assine aqui se você odeia a Miley feia.” ou “Apenas para os odiadores de Miley!”. Eu sofria muito bullying desde criança, tinha apenas o apoio da minha mãe. Porque Steve ficava se embebedando nos bares da esquina! eu mudei de cidade, e não mudou nada. Minha mãe chorava toda a noite porque Steve chegava duas, três, quatro e até cinco horas da manhã em casa. Então chegou o dia que minha mãe soube que estava grávida. Steve não foi homem o suficiente e fugiu para New York, ou seja, aqui. Eu fui crescendo, crescendo e meu ódio por Steve só foi se multiplicando e aumentando. – Olhei para minhas mãos que estavam entrelaçadas e suando. – Completei doze anos e comecei a me... me... auto-mutilar.– Eu não queria olhar para Demi, ela deve estar me achando uma louca. – Minha mãe e muito menos meu pai sabiam disso. E nem quero saibam! mas eu parei e pretendo não voltar. São apenas recaídas mesmo! mas... eu não acredito que contei isso para alguém. – Ri fraco e levantei minha cabeça.

Não deu tempo nem de decifrar a cara de Demi. Ela já veio me abraçando forte mostrando que se importava. É, isso é bom! nunca tive amigos verdadeiros, como eu já disse. Os meus amigos do Nashville só me enfiavam em confusões e eu como sempre, a tonta, saia como a culpada. E eles como inocentes. Demi aparenta ser totalmente diferente, ela é aquela amiga para todas as horas, para te fazer rir quando está para baixo, para te encher quando estiver no tédio, para te irritar quando estiver naqueles dias. Enfim, Demi é uma amiga perfeita. A qual eu sempre esperei para ter ao meu lado, me apoiando.

– Ei Miley! – Me chamou após segundos nos abraçando. – Eu não sou muito boa em concelhos mas olha... esses últimos três dias significaram muito para mim. Pode parecer clichê demais, eu já te considero minha melhor amiga. Eu nunca tive amigos verdadeiros, e você está fazendo isso por mim. Já sofri bullying naquela escola e em outras também, eu te entendo nessas partes. Meus pais são separados e desde então nunca mais vi meu pai verdadeiro. Enfim, sempre conte comigo! sempre vou estar aqui com você independente do momento. Nos ruins, bons e melhores. E vou te irritar nas horas vagas... ou seja, sempre, melhor amiga. – Sorriu e eu dei meu melhor sorriso. – Agora arruma essa carinha aí e vamos nos divertir. Nós temos uma festa para ir hoje.

– Nós? – Fiz uma cara confusa. Como assim? nós?

– É, eu e o Tyler. Vou embebedar seu irmão. – Revirou os olhos. – Eu e você. Você e eu, ou seja, nós. Está bem burrinha, precisa de aulas.

– Tudo bem aí, senhorita irônica. Não precisa ser a rainha da irônia não, ok. – Revirei os olhos o que Demi fez a segundos atrás. – Mas... e a roupa?

– Sou Demetria irônica. – Riu um pouco e acompanhei. – Isso não é problema, vamos ao shopping.

Enquanto Demi falava dava pulinho e batia palmas. Garota maluca! daqui a pouco está parecendo ao Justi... opa, opa, opa! ao João, é óbvio. Balancei minha cabeça e voltei a realidade.

– Posso falar algo?

– Claro! – Sorriu.

– Você parece uma foca. – Ri e ela me encarou séria. – Digo, quando estava batendo palmas.

– E o prêmio de idiota engraçada vai para você. – Fez no ar um prêmio e me deu.

– Obrigadas primeiramente aos meus fãs que passaram dias e dias votaram em mim. Obrigada, amo vocês! – Coloquei a mão na cintura fazendo uma pose ridícula.

– Ok, chega! agora vamos ao shopping.
Demi me puxou, ou melhor, me arrastou escada a baixo. Passamos na sala e Tyler estava dormindo com doces, pipocas e coca-cola em cima do mesmo. Nojento! prevejo minhoca, cobras, formigas, insetos etc em cima dele.

– Ei, espera! – Puxei Demi pelo braço fazendo-a parar no mesmo instante. – Eu vou com essa roupa?

– Se quiser ir de biquíni, tudo bem. – Ironizou. Demetria Irônia Lovato. Ela não me deu tempo de responder e já me jogou dentro do carro. Amanhã acho que não terei nem mais minhas unhas do pé, porque olha...

[...]

Última vitrine e cinco lojas. Pois é, eu contei!

– Miley, por favor! – Disse após sair de uma loja de sapatos.

– NÃO! eu já disse que não, Demi. Estou cansada de andar nesse shopping e ainda mais com essas sacolas. – Olhei para as milhares e milhares de sacolas que eu segurava e Demi também.

– Tudo bem, senhorita estressadinha. Só vamos tomar um sorvete no MC Donald's e vamos embora.

– FINALMENTE!

Praticamente gritei, o que fez todo mundo a nossa voltar me encarar. Legal, odeio ser o centro das atenções. Saí de dentro do imenso shopping, fomos até o estacionamento e destravei o alarme do meu querido Cadillac. Segunda vez que eu o uso, e já é meu xodó.

– Qual é, Miley. Aonde vamos? o MC Donald's é lá dentro e não aqui. – Disse como se fosse óbvio e logo entrando no banco do passageiro.

– E você acha que eu não sei? estou com preguiça e cansada para entrar lá dentro fazer o pedido, olhar para a cara daqueles atendentes com cara de tédio, pegar o sorvete, vir para o estacionamento, destravar o alarme do meu querido carro, ligar o mesmo, pegar a estrada e chegar em casa. É MUITA COISA! – Dei a partida e arranquei o carro da vaga que foi a única que encontrei. Estava muito lotado e por sorte, achei essa. – Então iremos ao drive thru.

Olhei para Demi e ela estava com cara de espantada. Talvez pelo meu discurso dramático, mas qual é, aqueles atendentes tem cara de tédio e isso me dá vontade de dormir.

– Ok, tudo bem. Eu já entendi e ah... drive thru? – Olhou para mim que prestava atenção na estrada, olhei pelo canto do olho e percebi que ela estava com sua cara de safada.

– Ai Demi, eu não sou lésbica e você entendeu, idiota. – Dei um tapa no seu ombro e voltei minha atenção para a estrada.

Chegamos rápido até em minha casa. Não era longe, mas não era perto. Desci do carro e ajudei Demi com as sacolas. Abri a porta e me deparei com meu pai sentado na mesa encarando a porta.

– Aonde foi? – Me encarou sério e tomou o conteúdo de seu copo. Ah não, não começa!

– Eu fui fazer compras com a Demi. – Revirei os olhos. – Demi, esse é Steve. Steve, essa é Demi, minha melhor amiga.

Sorri e olhei para trás dando passagem para Demi entrar. Vi a mesma sorrir com o que eu tinha dito e acenou para Steve.

– Prazer Demi! – Sorriu.

– Prazer Steve! – Retribuiu o sorriso.

– Ahn... Steve, Demi me convidou para ir a uma festa. Posso ir? – Sério que eu estava pedindo permissão? mas se saísse escondida, Tyler me dedurava ou Steve descobriria a minha ausência. Então era melhor fazer o certo.

– Tudo bem, pode ir. Mas não volte tarde! – Assenti e chamei Demi para subir para o quarto.

Adentramos o quarto e nos jogamos na cama.

– Eu estou cansada para caramba. – Disse para Demi que soltou uma risada. Essa garota ri de tudo? se bobear até da parede rosa. – Porque está rindo?

– Você é muito dramática. – Se sentou na cama e me olhou. – Agora sem draminha, vamos nos arrumar.

– Porque? está de dia ainda. – Olhei para a janela e estava completamente errada. Era noite. Droga! voltei meu olhar para Demi e ela me olhava com cara de ''eu disse!''

– Tudo bem, tudo bem! eu vou tomar banho e você vai depois, pode ser?

– Pepsi, claro. – Riu assentindo.

– O que bolinhas pepsi tem a ver com o assunto? – Mas era verdade, o que tinha a ver? ou eu sou lerda ou a Demi é idiota demais.

– Já assistiu aquela comercial da pepsi? o cara falava assim para o cliente ''só temos pepsi, pode ser?'' – Começou a rir que nem uma hiena e depois olhou para a minha cara de séria.

– Você é muito idiota. – Ignorei sua idiotice e fui em direção das sacolas, peguei meu vestido e entrei no banheiro.

Deixei aquela água deslizar pelo meu corpo tirando todo cansaço. Peguei o shampoo e enxaguei meu cabelo e logo depois fazendo o mesmo com o condicionador. Fiquei mais um minutinhos ali e saí. Afinal, senhorita irônia não têm paciência.
Peguei meu vestido e vesti-o. Olhei no grande espelho que tinha no banheiro e bom, não estava nada mal. Coloquei meu anel de cruz, passei um rímel e uma sombra. Não gosto de maquiagem muito forte. Saí do banheiro e Demi batia seu pé frequentemente no chão.

– Finalmente! – Disse depois de reparar minha presença ali.

– Qual é, nem demorei.

– E eu sou Barney. Amo você, você ama. Somos uma família feliz, com um forte abraço e um beijo te direi: ''meu carinho é para você!''

– Cala a boca e vai tomar banho.

Demi entrou rindo no banheiro e depois de uns minutos saiu de lá com um lindo vestido também.

– Podemos ir agora?

– Claro, vamos. – Disse e peguei meu Iphone que estava em cima do meu criado-mudo e desci as escadas juntamente á Demi.

– Steve, estou indo!

– Vocês estão lindas. – Disse assim que nos viu. – Não voltem tarde!

– Obrigada! – Dissermos em coro.

– E ah... Miley, você poderia acordar Tyler por mim?

– Ahn, vou acordar esse nojentinho. – Ri e fui até o sofá aonde Tyler estava. Ele estava na mesma posição de qual saí hoje de tarde e continuava com os doces etc em cima do mesmo.
Cheguei perto do ouvido de Tyler e gritei o nome dele. Em um pulo ele já estava no chão.

– Pronto, missão comprida! – Sorri e puxei Demi pelo braço e entrei no meu Cadillac.

– Você e seu irmão tem uma ótima relação.

– É, eu sei. – Ri e dei a partida.

Demi me indicou o caminho e chegamos rápido. Na verdade não era uma festa, era uma balada. Mas é a mesma coisa. NY Club, o mais popular de toda New York. Segundo Demi. Entramos dentro da balada e tocava Laserlight de Jessie J.

– Nada de exagerar na bebida. Se uma ficar bêbada a outra vai ter que dirigir, então...

– Tudo bem! agora vamos nos divertir. – Puxei Demi para o meio da pista e começamos a dançar ao som de Jessie J.

You make me feel good,
You make me feel safe,
You make me feel like I could live another day
You make me feel good,
You make me feel safe,
You know I wouldn't have it any other way.

Eu cantava e dançava na pista. Qual é, não me importava se estava cantando muito alto. Ri do meu pensamento idiota.

– Vamos beber algo? – Demi disse perto do meu ouvido pois a música estava alto para caramba.

Assenti e fomos em direção ao bar que tinha ali ao lado.

– O que as gatinhas vão querer? – Um cara de cabelos bem escuros disse para nós.

– Ice.

– Sex on the beach. – Disse e me sentei em uns dos banquinhos que tinham.

Aquela fumaça que saía de perto do DJ me deixava com ânsia. O cheiro não é nada legal! luzes coloridas e aquele lugar abafado não ajudavam em nada.

– Aqui estão suas bebidas! – O cara deu nossas bebidas e eu logo bebi a minha. Fiquei ali encarando as pessoas dançando, algumas se comiam nos puff, outras dançavam vulgares ao máximo.

[...]

Já era duas horas da manhã e eu continuava dançando com Demi. Cansei e disse para Demi que estava cansada e iria sentar. Ela disse que tudo bem e que iria ficar lá dançando.
Sentei no banquinho perto do bar apenas observando as pessoas dançando. Até sentir uma respiração perto do meu pescoço. Não liguei muito até uma voz rouca sussusrrar no meu ouvido.

– Você por aqui?